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Soldado da pm denuncia importunação sexual após cirurgia em hospital particular de fortaleza - ÔXE É FATO

Soldado da pm denuncia importunação sexual após cirurgia em hospital particular de fortaleza

Polícia Civil abriu inquérito para investigar denúncia; suspeito, que trabalhava como maqueiro por empresa terceirizada, foi localizado em casa, levado à delegacia e liberado

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Por Ôxe é Fato 29 de Ago, 2026 • 5 min de leitura
Soldado da pm denuncia importunação sexual após cirurgia em hospital particular de fortaleza
Um soldado da Polícia Militar do Ceará denunciou ter sido vítima de importunação sexual após passar por uma cirurgia no Hospital Uniclinic, no bairro José Bonifácio, em Fortaleza, na quarta-feira (26). A Polícia Civil abriu um inquérito por portaria para apurar o caso.

Segundo o relato apresentado pelo policial, ele estava internado para realizar uma cirurgia ortopédica no joelho direito e havia recebido raquianestesia, procedimento que bloqueia temporariamente a dor e os movimentos da parte inferior do corpo.

O soldado afirmou que, devido aos efeitos da anestesia, tinha dificuldade para se movimentar e falar. Segundo ele, um funcionário se aproximou e teria praticado atos de natureza sexual enquanto ele permanecia na sala.

“Não conseguia me mexer, nem falar direito ainda, então fingi que estava dormindo. Ele olhava fixamente para os meus olhos e fazia os movimentos com a mão esquerda dentro do meu short”, relatou o policial.

Após o funcionário deixar o local, o soldado contou o ocorrido a uma enfermeira e acionou uma equipe da Polícia Militar. Os agentes realizaram buscas no hospital, mas o suspeito já havia deixado a unidade antes do fim do plantão.

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A partir das informações obtidas com funcionários, os policiais conseguiram identificar onde o homem morava. Ele foi localizado em casa e conduzido ao 25º Distrito Policial, onde prestou esclarecimentos e foi liberado.

No dia seguinte, após receber alta hospitalar, o soldado também compareceu à delegacia para prestar depoimento. O procedimento permanece sob sigilo.

Os advogados da vítima afirmaram que confiam na investigação da Polícia Civil e que estão colaborando com as autoridades. A defesa também informou que busca, junto à direção e à ouvidoria do hospital, a preservação de possíveis provas, como imagens de videomonitoramento e registros hospitalares.

Em nota, o Hospital Uniclinic esclareceu que o suspeito exercia a função de maqueiro e não fazia parte do quadro de funcionários da instituição, sendo vinculado a uma empresa terceirizada. O hospital afirmou ainda que adotou procedimentos internos após tomar conhecimento da denúncia e que está à disposição das autoridades para fornecer informações e documentos solicitados.

A instituição destacou que trata com seriedade qualquer relato envolvendo a segurança e a dignidade dos pacientes e ressaltou que eventual responsabilidade individual deverá ser definida após a apuração das autoridades competentes.

A investigação continuará em sigilo para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar as responsabilidades envolvidas.

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