O cerco em torno das relações entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ganhou novos capítulos nesta terça-feira (1º). Um relatório da Polícia Federal, tornado público por decisão do ministro André Mendonça, revelou mensagens que mostram a preocupação de Vorcaro com os pagamentos previstos no contrato.
Em uma conversa com o sócio Angelo Silva, Vorcaro demonstrou irritação ao descobrir que um pagamento não havia sido realizado. “Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso”, escreveu. Em seguida, classificou o acordo como o “contrato mais importante que temos” e afirmou que poderiam surgir problemas caso o pagamento não fosse realizado.
Segundo o relatório da PF, em fevereiro de 2024, Vorcaro enviou um comprovante de transferência de R$ 3,4 milhões para o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia. No mês seguinte, novas mensagens demonstraram a preocupação com a regularidade dos repasses.
Em outra conversa, o banqueiro orientou uma funcionária a não permitir que o pagamento atrasasse sequer um dia. “É o pagamento mais importante que temos”, afirmou. Vorcaro também teria determinado que os valores fossem pagos “do jeito que for”, inclusive sem nota fiscal.
Em uma conversa com o sócio Angelo Silva, Vorcaro demonstrou irritação ao descobrir que um pagamento não havia sido realizado. “Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso”, escreveu. Em seguida, classificou o acordo como o “contrato mais importante que temos” e afirmou que poderiam surgir problemas caso o pagamento não fosse realizado.
Segundo o relatório da PF, em fevereiro de 2024, Vorcaro enviou um comprovante de transferência de R$ 3,4 milhões para o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia. No mês seguinte, novas mensagens demonstraram a preocupação com a regularidade dos repasses.
Em outra conversa, o banqueiro orientou uma funcionária a não permitir que o pagamento atrasasse sequer um dia. “É o pagamento mais importante que temos”, afirmou. Vorcaro também teria determinado que os valores fossem pagos “do jeito que for”, inclusive sem nota fiscal.
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As mensagens reveladas também mostram uma preocupação com a discrição em torno do contrato. Em abril de 2025, Vorcaro questionou se outras pessoas tinham acesso ao documento e determinou que ele fosse mantido restrito. Meses depois, ao ser informado de que um pagamento havia sido realizado por Pix, reagiu dizendo que aquilo “não é bom”.
O relatório faz parte da investigação conduzida pela Polícia Federal e foi elaborado a partir de informações extraídas de um dos celulares de Vorcaro. A divulgação do material ampliou os questionamentos sobre a relação entre o banqueiro e o escritório da esposa de um dos ministros mais influentes do Supremo Tribunal Federal.
As mensagens, no entanto, ainda serão analisadas no contexto da investigação. A divulgação do relatório, por si só, não representa uma conclusão sobre a prática de crimes ou sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.
O caso segue sob investigação e as novas informações colocadas sob domínio público prometem aumentar a pressão por esclarecimentos.